Sempre chega a hora da solidão
Sempre chega a hora de arrumar o armário
Sempre chega a hora do poeta a plêiade
Sempre chega a hora em que o camelo tem sede
O tempo passa e engraxa a gastura do sapato
Na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato
Pessoas passam por mim pra pegar o metrôConfundo a vida ser um longa-metragem
O diretor segue seu destino de cortar as cenas
E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos
E já não vai mais ao cinemaTudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Penso quando você partiuAssim... sem olhar pra trás
Como um navio que vai ao longeE já nem se lembra do cais
Os carros na minha frente vão indoE eu nunca sei pra onde
Será que é lá que você se esconde?
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
A idade aponta na falha dos cabelosOutro mês aponta na folha do calendário
As senhoras vão trocando o vestuário
As meninas viram a página do diárioO tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o inícioDeixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim...
terça-feira, 29 de julho de 2008
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2 comentários:
Gostei do post.o Poema é lindo...
vc precisa atualizar mias o blog ,vc tem geito pra coisa!vá em frente!
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